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07/08/2026 07:33

De pai para filho: paixão pelo automobilismo é celebrada no Dia dos Pais

Piloto de GT, Carlos Renaux abre o coração sobre o desafio de conciliar a emoção de pai com a rotina do filho no kartismo brasileiro

Autor: Erno Drehmer, com informações de Growth Global


Foto: Arquivo do piloto

Carlos Renaux com os filhos Karl, Ana Carolina e Carlinhos


Para muitas famílias, a paixão transmitida entre gerações pode vir em forma de um time de futebol ou de uma profissão. Na família do piloto Carlos Renaux, esse elo funciona através do som dos motores.

Neste Dia dos Pais, a história da família ganha destaque ao mostrar como o amor pela velocidade, que começou nos anos 80 assistindo às corridas de Fórmula 1 ao lado do pai, hoje se perpetua nos passos de seu filho, Carlinhos, de apenas 9 anos.

A conexão com o esporte a motor deu sinais antes mesmo que o garoto aprendesse a falar direito. A primeira palavra dita por Carlinhos foi 'Porsche', na época em que o pai competia na Porsche Cup. Aos 2 anos de idade, o menino já pilotava seu próprio carrinho elétrico e vestia um “mini macacão” sob medida e idêntico ao macacão de corrida do pai.

Para Carlos, ver o filho alinhar no grid de largada pela primeira vez foi uma experiência marcante. 'A primeira corrida dele foi emocionante. Não contive as lágrimas quando ele foi para o grid. Foi uma emoção indescritível e uma conexão muito forte', revela.

Entretanto, acompanhar um filho em um esporte de alto rendimento exige equilibrar o coração de pai com a disciplina exigida nas pistas. Para evitar fazer 'sombra' no momento do filho, Carlos tomou a decisão consciente de não correr de kart enquanto Carlinhos estiver aprendendo e competindo.

Mais recentemente, para preservar a relação de pai e filho e evitar o viés emocional nas decisões técnicas, o piloto optou por contratar o experiente engenheiro Pedro do Carmo (com atuação na GT Open na Europa e na IMSA nos EUA) para gerenciar a carreira do garoto.

'Saindo de cena na parte técnica e assumindo o papel de pai e conselheiro, tiramos o emocional do processo e damos todas as ferramentas para ele evoluir', explica Carlos.

Para além dos resultados em troféus, Carlos destaca que o automobilismo tem sido uma grande escola diária de autocontrole e paciência para si mesmo. Seus outros dois filhos pequenos, Karl de 4 anos e Ana Carolina, de 3 anos, já mostram que o gosto pela velocidade veio para ficar na família.

Para outros pais que acompanham seus filhos nos primeiros passos no esporte, Carlos deixa uma reflexão neste Dia dos Pais.

'Cada criança tem a sua curva de aprendizado. O mais importante é não colocar uma expectativa e ansiedade exageradas por resultados. Tudo o que você faz com carinho, foco e dedicação, o resultado vem natural e com o tempo.'

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